assunto: Mídia sempre quis governar
Jorge Correa
O movimento de boa parcela da mídia nos recentes episódios envolvendo o governo brasileiro não é novidade para quem tem memória. Não esqueçamos que, na história da República, isso é rotineiro e parece não ter fim. A imprensa brasileira, conservadora e elitista, tem um lado, é parcial e age de acordo com os seus interesses. Sempre aconselho a leitura de dois livros essenciais e reveladores do papel decisivo da mídia nos destinos do País. Chatô, o Rei do Brasil, de Fernando de Morais, e Notícias do Planalto, de Mario Sergio Conti, são obras que exibem tanto o conchavo de governos com a imprensa como o papel desta na derrubada de presidentes. Foi assim com Getúlio Vargas, com Juscelino Kubitschek e com Jango Goulart. E até com Fernando Collor de Mello, endeusado quando necessário e demonizado no momento em que não adiantava mais. O povo já estava nas ruas.
A grande imprensa é controlada por meia dúzia de famílias "tradicionais". Foi assim no passado, é no presente e será no futuro, se não houver a necessária democratização dos meios de comunicação. Fazem décadas que a imprensa de São Paulo é controlada pelas famílias Frias, Mesquita e Civita, e a do Rio, pela família Marinho. Mandam e desmandam, elegem e derrubam governantes. Mas o inusitado aconteceu em 2002, quando o eleito não fora ungido nos gabinetes dos barões da mídia. Lula, um operário e não um doutor, desafiou o domínio do poderosos e não encontrou mais paz. Voltou em 2006 numa campanha em que o bordão "deixem o homem trabalhar" tinha o endereço certo. Não adiantou: novamente, a mídia avança e ataca com o objetivo de controlar o pensamento da nação. Nada interessa a não ser a opinião dos donos de grupos empresariais. Liberdade de imprensa? Não, de empresa!
Leia este e outros comentário no blog Correando:
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04 setembro 2007
A MIDIA SEMPRE QUIZ GOVERNAR
Postado por
manuelzinho rabelo
às
11:22
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2 comentários:
Felizmente/finalmente, vejo que não estou só.
Para uma visão mais geral do papel, comportamento e reais objetivos da mídia em todos os lugares e épocas, sugiro a leitura do romance Ilusões Perdidas, de Balzac.
Abraços, parabéns pelo texto
ceti
Peço licença ao autor do blog para postar essa chamada que está relacionada ao assunto do post:
FORÇA-TAREFA da ABRIL PRESSIONA DEPUTADOS PARA ABORTAR CPI da ABRIL-TELEFÔNICA
A Editora Abril está em plena atividade para abortar a CPI da Abril-Telefônica. Na quarta-feira (05/09) - um grupo percorreu o Congresso, pedindo aos 182 deputados que assinaram o pedido da CPI que assinem um contra-pedido. O jornalista Gustavo José Batista do Amaral, assessor de imprensa do Grupo Abril, que participou da ação, admitiu a coleta, mas não quis dizer quantas assinaturas conseguiram. Amaral também reconheceu que o Grupo Abril não poderia realizar a operação.
Fonte: http://www.vermelho.org.br/base.aspO povo tem direito a informações reais, mais um dever que o grupo Abril não cumpre.(o link do seu deputado é: www2.camara.gov.br) - Cobre a instalação imediata desta CPI ao presidente da Câmara: dep.arlindochinaglia@camara.gov.br - Todos numa só voz, por justiça e liberdade: CPI, JÁ !!!
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